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Capítulo 11: Primeira Vaga

Música Recomendada: Shredders - Steve Jablonsky

A pressão psicológica da fobia temporal, injectava a morfina orgânica no meu corpo fragilizado, já em estado indolor, instintivamente conduzido pelo automatismo transcendente da minha vontade metafísica. A marca sucessiva da impressão sanguínea digital do indicador hiperactivamente martirizado, cravada no botão luminoso do elevador prateado, espelhava a construção imagética daquelas garras polidas e cintilantes, na cavalgada agressiva e hostilizante dos cavaleiros das trevas. O cubículo elevatório tardava em chegar, causando a ilusão optical da paragem cronométrica ascensional dos dígitos numéricos do mostrador decimal, no murmúrio temporalmente intimidatório da derrota pré-consumada.
As ondas sonoras expandiam cromáticamente o pulsar do lado negro biogenético, empestando os resquícios aeróbios com a glicerina mórbida dos necrófagos nauseabundos; agravando a minha respiração asmática traqueal, que se afogava vagarosamente no tóxico agonizante, agregado ao fantasma hediondo da espera aflitivamente incerta e impaciente. A palidez da tontura fraquejante, apregoava o sermão da advertência consciente biologicamente artificial, sinalizando sinapticamente o apelo recorrente à terapêutica instantânea do último ansiolítico anti-sincopal, que eu trans- portava sempre no fundo falso do meu requintado cantil de whisky. Imediatamente, a lucidez motora restabelecida parcialmente pelo efeito eficaz do sedativo medicinal, devolveu-me uma força acrescida superior, necessária para erguer novamente a arma de fogo científica e vigiar pela mira de zoom telescópico, os bichos horrendos que se aproximavam eruptivamente como raposas matreiras, brotando dos olhos o magma ardente originário das catacumbas vulcânicas do Inferno.
O tempo de vida esgotava-se drasticamente com a mesma fugacidade extenuante dos derradeiros cartuchos de munições protoplasmáticas perfurantes que eram descarregadas brutalmente, em rajadas de fogo cruzado como farpas incisivas que atravessavam os pedaços de carne esponjosa, decorando artisticamente o estuque metálico das paredes do vasto corredor rectangular com a pintura gótica dos seus restos mortais irreconhecíveis. A proximidade daquele bafo agonizante, emanado das suas fossas nasais fumegantes, chamuscava a minha pele irritada como um bálsamo desidratante que, absorvia energeticamente todas as gotículas sudoríferas resultantes da exaustiva actividade corporal do meu ser lastimável. Miraculosamente, no milésimo de segundo em que a primeira fileira de criaturas sobreviventes, aperaltava a goela animalesca para engolir o meu cadáver suculento, captei o batuque angelical da salvação e voei de costas para o interior das portadas electrónicas entreabertas do elevador, atiçando uma granada criogénica de luz congelante que adiou momentaneamente o horário sagrado da sua refeição nocturna.  
O rugido de frustração enervava o estoicismo da sorte aparentemente ocasional, fazendo estremecer o ascensor eléctrico, enquanto aguardava aliviadamente pela chegada merecida ao “Hangar das Naves Espaciais“. Finalmente, um sorriso esbatido substituía o semblante carregado do meu rosto mal tratado, ao visualizar as naves de salvamento que sobrevoavam a plataforma espacial em manobras aéreas de aterrarem, mas era somente o princípio do fim. Inesperadamente, no ápice em que activava o gancho de acoplagem das máquinas voadoras, a primeira vaga do exército dantesco "emergiu" do solo, formando um cordão umbilical compacto e denso que preenchia o espaço vazio em redor. 

P.S - Eu tinha apenas provado uma amostra diminuta das capacidades maléficas dos soldados da noite que não passaram de uma mera manobra de diversão infantil e idiota do seu aquecimento preliminar, constituindo um meio para atingir um fim inevitável. A verdadeira batalha começava agora. A guerra dos mundos travava-se no espaço, mesmo debaixo das "barbas" do criador do Universo.

"O que define uma pessoa, não é a sua identidade interior,
mas antes o seu modo de agir exterior"

A Continuar...

Autor da Imagem: Ddiarte Em http://olhares.com/ddiarte

Última Transmissão Humana © 2013. Todos Os Direitos Reservados.

4 comentários:

Anónimo disse...

Excelente o texto :) com uma discrição minunciosa, que ainda nos deixa com mais vontade de querer saber mais e mais.... a escolha da imagem foi também excelente :)

E a frase final : " O que define uma pessoa, não e a sua identidade interior, mas antes o seu modo de agir exterior "
É a maior das verdades



Parabéns pelo texto e também pelo resultado até agora obtido no concurso da Super Bock :) que a vitória seja o resultado final

Beijo Nokinhas

Moon_T disse...

muito bom texto com excelente acompanhamento musical (conjure one em altas)

como em cima: excelente remate.

a aguardar a continuaçao

Anónimo disse...

bem defacto tu emanas conhecimento, e desde já te congratulo pq se nota na perfeiçao que tu pesquisas e analisas todos os dados, sendo q no final complementas e moldas tda a informaçao como q por magia.
criatividade é coisa q n te falta, mas lá está o q quer q diga irei repetir-me... és um brilhante escritor pensa nesse futuro, tb te imagino a articulares brilhantes teses argumentativas, mas como escritor de ficçao "tás mmo lá!" ;)
"o tempo de vida esgotava-se drasticamente, com a mesma fugacidade extenuante dos derradeiros cartuchos de muniçoes..." tu remetes o leitor as sensaçoes da personagem... tb serias um excelente argumentista ou ainda produtor, e cheira me q isso tb te agradaria, n?! oh menino prendado... tás em divida para com a minha pessoa! ah e tal... beijinho bom** Ana Claudia(aguardo a continuaçao, sff;))

Joao Matias disse...

Penso que o texto está espetacular, escreves de uma forma inderecta e consegues captar a atençao do leitor. Quanto à historia acho que está bem estruturada, para além de ser um assunto interessante. Continua assim, que eu continuo a ler.

Abraço, João Matias

 
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